Suspeitos de atirarem em câmeras da Penitenciária Nelson Hungria foram presos. Grupo atuava no tráfico em área vizinha ao presídio e tinha luneta para observar policiais
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| Luneta, drogas e dinheiro apreendidos |
Além do criminoso azarado Paulo César Alves Dionísio, que caiu sobre a idosa e a cama onde ela dormia, foram presos os irmãos Samaroni Silveira, de 18, e Wagner Silveira, de 19, e Alex Silva de Matos, de 24. Uma adolescente de 15 anos foi apreendida. Os policiais civis e militares atuaram juntos para cumprimento de mandados de busca e apreensão na casa de suspeitos do tráfico de drogas do aglomerado Vila Esperança, em Nova Contagem.
A delegada Cinara Rocha, da 5ª Delegacia de Polícia Civil de Contagem, responsável pela operação, informou que na laje de um dos imóveis vasculhados havia uma luneta de alta resolução. O equipamento, segundo a policial, estava voltado para a portaria do presídio, possivelmente para o monitoramento da movimentação da PM, o que reforça a suspeita do envolvimento do bando no ataque à unidade prisional.
%u201CAs câmeras de segurança internas e externas do presídio gravaram os autores disparando contra a unidade prisional, mas como o ataque aconteceu à noite e estava escuro, não há resolução para identificar os rostos dos responsáveis pela ação%u201D, informou a delegada. Segundo ela, a apreensão da luneta e o ponto em que a mira do equipamento apontava só reforça o que eles vinham suspeitando: que o ataque na Nelson Hungria ocorreu como uma forma de intimidar os funcionários do presídio, já que a área de atuação da quadrilha está localizada justamente em frente à penitenciária.
CANO EM MATAGAL
Os policiais vasculharam o matagal que fica entre o presídio e a entrada do aglomerado Vila Esperança. Com ajuda de cães farejadores foi encontrado enterrado no terreno um cano largo e de cerca de 60cm de comprimento, de PVC e com tampa. A peça apresentava vestígio de drogas. Tudo indica que ela estava sendo usada pelo grupo para o armazenamento de entorpecentes.
Três dos suspeitos flagrados e a menor estavam na residência onde foi apreendida a maior parte de drogas e dos R$ 2.000 em notas e moedas. Também foram apreendidas máscaras que podem ter sido usadas em crimes de roubos e assaltos.
Me acode Elisandra, me acode. Com esses gritos, a aposentada Arnalia Pereira, de 76 anos, pediu socorro à filha por volta das 6h de ontem, ao ser acordada com um criminoso despencando do telhado de sua residência e caindo sobre ela. Em poucos segundos o imóvel foi tomado por homens das polícias Militar e Civil que estavam atrás de suspeitos de tráfico. O bando procurado é acusado de ter atirado nas câmeras de segurança instaladas na portaria da Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, Grande BH, em 14 de fevereiro deste ano. Como atuavam em área próxima do presídio, os criminosos tinham até luneta para vigiar a movimentação de policiais.
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