terça-feira, 14 de junho de 2011

PM descobre túnel em cadeia de Campestre-MG.


 




A Polícia Civil de Campestre, no Sul de Minas, começou a interrogar nesta segunda-feira presos da cadeia pública da cidade para tentar descobrir os responsáveis por cavar um túnel dentro do presídio.

Segundo a Polícia Militar da cidade, neste domingo, agentes penitenciários desconfiaram de uma série de barulhos vindos de uma cela e ligaram para a polícia.

A PM esteve no local, começou a vasculhar o ambiente, encontrou bastante terra e acabou descobrindo o túnel, que foi construído no banheiro da cela com acesso ao pátio da prefeitura da cidade.

Ainda segundo a Polícia Militar, o túnel tem três metros de extensão, 50 centímetros de altura e 80 centímetros de largura. Apesar de estar pronto, nenhum preso chegou a fugir pelo túnel.

FONTE: O TEMPO 13/06/2011 22h54.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Cabral antecipa para julho reajustes para quatro categorias



Bombeiros, policiais militares, civis e agentes penitenciários receberão 5,58% de aumento no mês que vem
O Governo informa ainda que enviou à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) mensagem antecipando de dezembro para julho os seis meses de reajustes salariais para bombeiros, policiais militares, policiais civis e agentes penitenciários - previstos nas leis 5.767 e 5.768, de 2010.
O reajuste para essas categorias será de 5,58% - um esforço orçamentário que gera impacto de R$ 323 milhões no caixa do estado. Vale lembrar que, somados aos reajustes de janeiro a junho deste ano, as categorias passam a acumular 11,5% de aumento salarial em 2011.
Essa medida atende a todos os 16.202 bombeiros da ativa, 5.018 aposentados e 1.592 pensionistas; a 39.775 ativos da Polícia Militar, 20.445 aposentados e 13.175 pensionistas; a 9.254 ativos da Polícia Civil, 5.232 aposentados e 9.688 pensionistas; e a 4.329 agentes penitenciários da ativa, 1.328 aposentados e 1.238 pensionistas.
O total de servidores reajustados é de 127.276, sendo 69.560 ativos, 32.023 aposentados e 25.693 pensionistas.

Fonte: Núcleo de Imprensa do Governo do Estado do Rio de Janeiro

Presidente concede entrevista a TV Record



Em entrevista concedida a TV Record, o presidente Francisco Rodrigues, inconformado com a covarde execução do nosso companheiro e amigo Thiago Telles de Castro Domingues, 31 anos, falou sobre o alto grau de periculosidade que há em ser um agente penitenciário, pois somos vítimas de criminosos que covardemente executam pais de famílias e inocentes, por apenas exercer uma profissão.
“Foi com muita dor e revolta que prestei esse depoimento, para simplesmente relatar mais uma covardia feita com um menino que queria apenas crescer na vida. Esse era o Thiago, um pai de família, guerreiro e amigo”, Lamenta o presidente.
Que Deus conforte os corações dos familiares e amigos. E que o nosso Thiago descanse em paz.
O sepultamento será hoje, dia 9, às 11h na capela 09, Memorial do Carmo, Caju.
Como aconteceu
Thiago Telles de Castro Domingues levou cinco tiros, na noite desta terça-feira, dia 7, na Avenida Maracanã, esquina com a Rua Doutor Octávio Kelly, perto da Praça Xavier de Brito, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Ele foi levado em estado grave para o Hospital do Andaraí, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no centro cirúrgico. O agente foi atingido no peito, ombro, barriga, mão e perna.

Polícia Civil MG não aceita índice oferecido pelo Governo e delibera pela manutenção e intensificação da greve



Em Assembleia Geral da Categoria que foi caracterizada pela presença de aproximadamente 4.500 policiais, de todas as carreiras, que manifestaram de público sua presença e seu apoio e adesão ao movimento e que, usando apitos e narizes de palhaço, exteriorizaram sua indignação, contrariedade em relação a situação vivenciada pela Polícia Civil, de total abandono e indiferença por parte do Governo, que com uma proposição absurda, tentou debelar este legítimo movimento. Em sua proposta, o Governo apresentou o seguinte:
10% - Dezembro de 2011
12% - Outubro de 2012
10% - Outubro de 2013
15% - Julho de 2014
12% - Dezembro de 2014
15% - Abril de 2015
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Por unanimidade, os policiais recusaram tal proposta, denunciando que, realmente, este Governo faz tratamento diferenciado com os órgãos de Segurança Pública, privilegiando uns, destinando toda a atenção e alijando outro, relegando-o à indiferença, como é o caso da Polícia Civil. Outro assunto colocado em votação foi a retirada do DETRAN da estrutura organizacional da Polícia Civil, por se tratar de atividade meramente administrativa e arrecadatória, prejudicando o já parco efetivo da Instituição. A grande maioria votou favorável.
Durante a Assembleia houve contato da Chefia da Polícia informando de novas proposições do governo, quais sejam: elevação do índice de 7% para 10% e sua antecipação para outubro do ano em curso; foi colocado em votação e, por unanimidade, também foi rejeitada tal proposta e exigindo os policiais que o Governo nos trate com mais respeito e dignidade, recebendo os legítimos representantes para propostas que atendam às reivindicações contidas na pauta encaminhada anteriormente.
Mais uma vez o SINDPOL/MG e toda a categoria deixou claro que a luta não é restrita a salários, mas que busca também infraestrutura e condições dignas de trabalho, e tal proposta oferecida pelo Governo ignora nossa pauta discutida e deliberada no seio da Polícia Civil e não nos atende em nada neste sentido.
Polícia Militar
Foi recebida a informação de que a Polícia Militar havia aceitado o índice proposto pelo Governo, foi interpretada pelos policiais civis em assembleia, como normal (se realmente for esta a vontade e o desejo legítimo de todos os policiais e entidades representativas). Os bravos companheiros da Polícia Militar também merecem a atenção e a valorização por parte do Governo. Uma vez satisfeitos com tal proposta, agora é a vez da Polícia Civil ser atendida na sua pauta pelo Governador. Não há nenhum problema em ficar por último, mas exigimos sermos atendidos naquilo que peticionamos, cada organização e corporação têm suas peculiaridades e pautas próprias. A nossa reivindicação é diferente da reivindicação da Polícia Militar, por isso a categoria policial civil deliberou pela manutenção da greve em um movimento permanente , que vem se mantendo desde janeiro de 2011: VALORIZAÇÃO!
Comoção e Solidariedade
Os policiais reunidos em Assembleia fizeram um minuto de silêncio em homenagem ao companheiro Vladimir Batista Rocha, policial brutalmente assassinado há uma semana, vítima do salário de miséria, que não permite o sustento digno de sua família, forçando o policial a ter uma segunda jornada de subemprego para completar, com muito esforço, seu orçamento familiar
Veja fotos da movimentação e acompanhe cobertura da imprensa

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Detentas de Vespasiano começam a produzir sacolas ecológicas


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sacolas_4.jpgA proibição do uso de sacolas plásticas, já em vigor em Belo Horizonte, está servindo como oportunidade de reinserção social para um grupo de detentas do Presídio de Vespasiano, na Região Metropolitana da capital. A unidade prisional firmou parceria com a empresa Embalaggio, especializada na produção de sacolas ecológicas, contratando dez presas para fabricar o produto, durante o cumprimento da pena. Em troca, elas recebem ¾ do salário mínimo e remissão de pena, reduzindo um dia na sentença a cada três trabalhados.
De acordo com o diretor de atendimento e ressocialização da unidade, Edson Caldeira Pereira, a parceria confirma o esforço do sistema prisional de Minas Gerais em oferecer aos internos oportunidades de seguir novos caminhos por meio do trabalho. "Além de proporcionar renda e profissionalização, preenche o tempo ocioso e consiste em um incentivo importante para a ressocialização", alega.

Seleção

A seleção das presas beneficiadas pela iniciativa foi feita pela Comissão Técnica de Classificação da unidade prisional, levando em consideração comportamento e habilidade das internas, entre outros aspectos. Apesar de ter começado com 10 detentas, as contratações podem chegar a 20, caso haja aumento da demanda. Antes de começar a trabalhar, elas passaram por um período de treinamento e capacitação, oferecidos pela própria empresa, pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e pela Secretaria de Estado de Educação (SEE).

A parceria firmada não consiste na primeira experiência da empresa Embalaggio com uma unidade prisional. A mão de obra de detentos da Penitenciária José Maria Alckmin, em Ribeirão das Neves, também na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), já é utilizada por eles na fabricação de embalagens. De acordo com o gerente de produção do presídio, Thiago Tolentino Cruz, a parceria já dura quatro anos e beneficia, atualmente, 22 detentos. "Os internos realizam o trabalho de colagem das alças nas sacolas, que já vêm prontas. Elas possuem um selo que identifica o produto como sendo feito pelos sentenciados", explica.

Solenidade

Para celebrar a nova parceria, o Presídio de Vespasiano promoveu uma solenidade que contou com a presença do diretor da Embalaggio, Antônio Eduardo Baggio, e da gerente de Recursos Humanos da empresa, Letícia Baggio, além do diretor geral da unidade, Reginaldo Santos Soares, e das detentas do pavilhão feminino.

Uma campanha de redução do tabagismo está sendo realizada no Presídio de Vespasiano, ainda como fruto da parceria firmada com a empresa Embalaggio. As detentas são incentivadas a não fumar durante o período em que estão trabalhando.

Crédito foto: Divulgação/ Seds

Justiça do Rio nega pedido de liberdade a bombeiros detidos


DE SÃO PAULO

A Justiça do Rio negou na noite de quarta-feira (8) a libertação de 431 bombeiros detidos no último sábado, após a invasão do Comando Central da corporação em meio a uma manifestação por melhores condições de trabalho e salários.
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Apesar de a Defensoria Pública do Estado do Rio ter feito o pedido de liberdade para todos os 439 bombeiros detidos, a nota divulgada pelo Tribunal carioca cita apenas 431 deles, sem dar informações sobre os outros oito.
Na decisão, a juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barrosa defede que "a custódia cautelar de todos os militares mostra-se imprescindível à garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para a manutenção dos princípios da hierarquia e da disciplina militares, que se encontram flagrantemente ameaçados".
Ainda de acordo com a juíza, ao invadir o Comando Central, desrespeitar seus superiores e danificar o patrimônio público, subvertendo a ordem assegurada pela Constituição, e exigindo a intervenção da Polícia Militar para a retomada da unidade, os bombeiros extrapolaram, e muito, seu exercício do direito de lutar por melhores condições de vida pessoal e profissional.
"Deste modo, eventual liberdade dos militares, ao menos neste momento, certamente fortaleceria a pecha deste movimento reivindicatório, não apenas com a ocupação de logradouros importantes da capital fluminense, trazendo transtornos à vida do cidadão comum que, apesar do apoio aos bombeiros, nada pode fazer para atender a seus anseios, mas também aumentaria ainda mais a certeza da impunidade daqueles militares que, sob o discurso insuflado e apaixonado - mas desprovido da razão - proferido por líderes cuja prisão já fora decretada anteriormente por este Juízo por suposta prática de incitamento à prática de crimes militares, podem servir novamente como 'massa de manobra' e promover outros atos inaceitáveis, em detrimento da população civil em geral, pondo, evidentemente, em risco a ordem pública", justificou.
INVASÃO
Na noite da última sexta-feira (3), o quartel central do Corpo de Bombeiros do Rio foi ocupado por cerca de 2.000 manifestantes, de vários batalhões da cidade, alguns acompanhados por familiares --mulheres e crianças-- que reivindicam melhores salários. Durante quase cinco horas --das 21h às 2h-- o comandante geral da PM, coronel Mario Sergio Duarte, esteve no local negociando com os invasores. Ao longo da madrugada, alguns bombeiros deixaram o quartel.
Policiais militares do Batalhão de Choque invadiram às 6h do sábado (4) o quartel com o uso de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar a manifestação. O comandante do batalhão de choque, Valdir Soares, ficou ferido durante a ação. Uma criança de dois anos foi atendida no hospital Souza Aguiar por ter inalado gás e, logo após, liberada.
Os líderes da invasão ao quartel podem ser condenados a até 12 anos de reclusão, de acordo com código penal militar.
Leitor
Bombeiros do Rio registram situação dos presos no quartel de Gragoatá, em Niterói (região metropolitana)
Bombeiros do Rio registram situação dos presos no quartel de Gragoatá, em Niterói (região metropolitana)
"VÂNDALOS"
Em entrevista coletiva no sábado (4), o governador do Rio, Sergio Cabral (PMDB), qualificou os bombeiros que invadiram o quartel de "vândalos irresponsáveis" e a invasão de ação 'inaceitável do ponto de vista do Estado de Direito democrático e do respeito à instituição centenária, admirada pelo povo do Rio de Janeiro'.
Cabral refutou a alegação dos manifestantes de que recebiam o pior salário do país, dizendo que, em seu governo, a corporação está tendo pela primeira vez um plano de recuperação salarial.
No dia, Cabral anunciou o coronel Sergio Simões como novo comandante do Corpo de Bombeiros e subsecretário de Defesa Civil do Estado, no lugar do coronel Pedro Machado.
Divulgação
Bombeiros e parentes de bombeiros protestam contra as prisões em Cabo Frio (região dos lagos)
Bombeiros e parentes de bombeiros protestam contra as prisões em Cabo Frio (região dos lagos

Anastasia quer negociar com a base


 
Aliados cobram mais cargos e volume maior de recursos para emendas
Publicado no Jornal OTEMPO em 09/06/2011
ALINE LABBATE

FOTO: GIL LEONARDI/IMPRENSA MG
Dia 13. Anastasia vai se reunir com governistas, insatisfeitos com falta de espaço na administração
GIL LEONARDI/IMPRENSA MG
Dia 13. Anastasia vai se reunir com governistas, insatisfeitos com falta de espaço na administração
O governador Antonio Anastasia (PSDB) convocou deputados da base na Assembleia para um jantar na noite da próxima segunda-feira. O objetivo, segundo um dos parlamentares convidados, é conter a revolta dos governistas com a falta de espaço na administração estadual. Eles reclamam que o governador não atendeu aos partidos com cargos nos segundo e terceiro escalões, e que o loteamento, até agora, atendeu apenas a um pequeno grupo ligado ao secretário de Governo, Danilo de Castro (PSDB).

Segundo um deputado que não quis se identificar, a insatisfação é geral. "O governo atende mal, não conversa com a Casa, está aí para atender às vontades do Rodrigo (de Castro) e do Danilo (de Castro). Tudo passa pelas mãos deles. A base inteira está insatisfeita", dispara.

A retaliação dos parlamentares pode ser comprovada em plenário. Desde o início do ano legislativo, em 1º de fevereiro, apenas três projetos de lei de autoria do governador foram aprovados em segundo turno. Isso porque, toda vez que um texto do Executivo está na pauta, os deputados da base simplesmente não comparecem à sessão, que é encerrada por falta de quórum.

Além dos cargos, os governistas estão insatisfeitos com o volume de recursos destinados a emendas parlamentares. O governo bateu o martelo em R$ 1,5 milhão, que devem começar a ser liberados no segundo semestre, mas os deputados querem R$ 3,5 milhões. "Estamos à míngua", reclama um deputado.

Os recursos de emendas são utilizados pelos parlamentares para atender às prefeituras nas suas bases de apoio, o que garante sustentabilidade política aos deputados. "Se eu fui eleito para defender o governo, eu tenho que ter a estrutura do governo para me ajudar politicamente.
É como um animal adestrado. Depois que ele faz os malabarismos, ele quer que o adestrador dê o biscoitinho", afirma outro deputado, que também preferiu não ser identificado.

Terceira via. Os governistas estão otimistas em relação ao encontro com o governador, mas já adiantam que, se a conversa não avançar, poderá haver um racha na base. "Acho que ele (Anastasia) vai tentar pactuar as relações. Caso contrário, muita gente vai sair da base e criar uma terceira via", adiantou um deputado, explicando que esse novo bloco deverá ser suprapartidário, composto pelos parlamentares insatisfeitos com o governo.

Recorde
Sessão de ontem durou 9 minutos
A reunião plenária de ontem terminou em tempo recorde. Em nove minutos o deputado Inácio Franco (PV), segundo vice-presidente da mesa, abriu e encerrou os trabalhos por falta de quórum. A oposição ficou irritada. "É regimental esperar 15 minutos para que os deputados cheguem. Isso é blindagem", disse o deputado petista Rogério Correia, referindo-se à manobra da base para evitar que a manifestação de professores que ocorria do lado de fora tomasse conta da tribuna da Casa.

A manobra foi confirmada por um deputado da base. "Nós não íamos dar palanque para que a oposição ficasse falando mal do governo", admitiu o parlamentar, que não quis ser identificado. (AL)