quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Central de Flagrantes em BH.


Central de Flagrantes

Um morador da Pampulha enviou relato à associação que o representa. Não quer aparecer, se identificar, está descrente e com medo. Mas, o que ele conta independe de autor, infelizmente, e é preciso transcrever:
“Dias atrás fui surpreendido com notícia tão absurda que tenho certeza de que boa parte da população de Belo Horizonte também desconhece. Pessoa amiga, moradora da região da Pampulha, vítima de assalto, prontamente atendida pela PM que prendeu os assaltantes, foi conduzida para delegacia para registro do boletim de ocorrência. Para sua surpresa, em nenhuma das delegacias da região, pode-se registrar um boletim de ocorrência como o dele. Toda situação semelhante é direcionada a uma central de flagrantes localizada na Floresta. Isso mesmo, no bairro Floresta. Ao chegar à referida central, foi deparada com centenas de viaturas , militares, vítimas e bandidos à espera de atendimento. Haviam mais viaturas e militares parados que em ação pela cidade. Foram mais de seis hortas de espera para atendimento. O local é extremamente precário, sem nenhuma infraestrutura para atendimento de toda a demanda da cidade e que ainda tem trocas de turnos e horários, parada para lanche, almoço e jantar. Em conversa com os demais que estavam na fila, foi informado de que há dias em que a espera ultrapassa a dez horas.

Não dá pra entender a razão para implantação de algo tão absurdo, sem produtividade e ainda desumano. Numa cidade com trânsito caótico como é a nossa, com falta de policiais e viaturas em nossas ruas, qual é a justificativa para centralizar em somente uma região de BH atendimento tão importante e sério? Por que cruzar toda uma cidade para finalização de situação extremamente desgastante emocionalmente? Por que sujeitar vítima e policiais a situações tão absurdas como a espera de horas para registro de um BO? Aprofundando no assunto descobri que o mesmo acontece nas ocorrências de trânsito que são todas encaminhadas ao Detran , cujas filas, também são enormes. As que possuem participação de menores há outra delegacia, também infernal. Os responsáveis pela nossa segurança pública andam na contramão dos acontecimentos, pois a palavra de ordem é a descentralização, o atendimento rápido, eficiente e moderno. As pessoas devem ser bem atendidas principalmente em momentos de tanta fragilidade. Por que deixar nossos militares a tantas horas parados se precisamos de todos eles em nossas ruas?

Por que as delegacias espalhadas pela cidade não são devidamente equipadas e preparadas para referido atendimento? E as tão propagadas AISP’s, para que vieram? Esta é a integração amplamente divulgada na mídia? É com ações como estas que fazemos frente ao crescente aumento de nossa criminalidade? É para receber tal tratamento que pagamos tantos e tão altos impostos? Esse é o padrão FIFA de combate à criminalidade e atendimento à população? Quero crer que nosso governador, homem sério, inteligente e da segurança, desconhece tal situação. Com a palavra o senhor secretário de Defesa Social de Minas Gerais”.
Fonte: Hoje em Dia

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Irmãos gêmeos são presos após série de assaltos no bairro Buritis


Suspeitos estavam agindo na região há aproximadamente 15 dias; eles ameaçavam as vítimas com uma machadinha

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Assalto
Material usado pelos suspeitos durante os crimes
PUBLICADO EM 05/01/14 - 18h29
A Polícia Militar (PM) prendeu, na madrugada deste domingo (5), dois irmãos gêmeos acusados de praticar diversos assaltos que há cerca de 15 dias vinham assustando moradores do bairro Buritis, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Em um esquema ousado, os irmãos Walerson Nunes Moreira e Welerson Nunes Moreira, de 24 anos, usavam um carro para encurralar moradores pelas ruas e ameaçavam as vítimas de morte com uma machadinha, antes de roubar seus pertences.
Os dois foram presos enquanto tentavam assaltar mais uma vítima na rua Engenheiro Alberto Pontes, no Buritis. Na ocasião, um empresário de 39 anos teve o vidro atingido pela machadinha que os suspeitos usavam nos crimes, mas conseguiu fugir dos assaltantes.
Uma testemunha ouvida pela polícia afirmou que o empresário se arriscou ao acelerar o carro quando foi abordado. “Ele podia ter morrido, porque um dos homens atirou o machado nele. Foi uma cena de filme, uma violência muito grande”, disse pedreiro Wesley Silva, 35.
Após o empresário registrar um boletim de ocorrência na madrugada de ontem, a PM localizou os suspeitos trafegando pela avenida Tereza Cristina, na região do Barreiro.
Segundo o tenente Jusson Bittencourt, do 16º Tático Móvel do 5º Batalhão, a dupla é suspeita de pelo menos quatro assaltos no Buritis. “Eles roubavam qualquer pertence que estivesse com as vítimas, como carteira, celular, dinheiro, tablets. E a ação era sempre com violência, ameaçando as vítimas de morte com muita agressividade”, disse o militar.
Usando sempre um Vectra azul nos assaltos, os criminosos davam voltas de carro pelo bairro à procura de vítimas que também estivessem em algum veículo e faziam ameaças de morte antes do roubo. “Eles emparelhavam o veículo com o outro carro. Enquanto o Walerson dirigia, o irmão dele, que é deficiente e não tem o braço direito, ameaçava a vítima com uma machadinha”, completou o capitão.
De acordo com a Polícia Militar (PM), os irmãos gêmeos Walerson Nunes e Welerson Nunes têm passagens por roubo. Eles foram levados para a 36º Delegacia do Barreiro.

Programa de prevenção à criminalidade encaminha quase 500 egressos para o mercado de trabalho


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programa_egresso.jpgMais de 460 egressos do sistema prisional mineiro foram encaminhados, neste ano de 2013, a vagas de trabalho. Entre eles, pelo menos 134 foram, de fato, contratados. Os encaminhamentos foram feitos pelo Programa de Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional (PrEsp), desenvolvido pela Coordenadoria Especial de Prevenção à Criminalidade da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds).
Na parceria celebrada entre o Governo de Minas e o Minas Pela Paz, desde 2009, já foram viabilizadas 478 contratações de egressos acompanhados pelo PrEsp por meio do programa Regresso.
Somente neste ano, cerca de 2.500 egressos procuraram o programa, que desenvolve uma série de ações para minimizar os estigmas decorrentes do processo de privação de liberdade e facilitar o reingresso das pessoas que passaram por essa experiência à sociedade.
Além dos encaminhamentos para o mercado de trabalho, o programa ofereceu 60 vagas em cursos profissionalizantes nos municípios de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, Montes Claros, no Norte de Minas, e Uberaba, no Triângulo Mineiro. Além disso, o programa mantem 10 vagas para contratação de jovens egressos para trabalharem como aprendizes nos Centros de Prevenção à Criminalidade do Estado.
A coordenadora do PrEsp, Daniela Tiffany de Carvalho, ressalta que neste ano foram realizados dois grandes seminários para discutir a empregabilidade de egressos e o atendimento aos pré-egressos do sistema prisional. “O trabalho com pré-egressos, que se chama Preparação para a Liberdade, aconteceu de forma diferenciada em cada unidade. A ideia é apresentar o PrEsp e tentar favorecer a vinculação ao Centro de Prevenção à Criminalidade, e houve desde o desenvolvimento de competências básicas para o trabalho, até a retomada de vínculos familiares, de direitos e apresentações artísticas”, explicou.
Em 2013 também foi lançado o primeiro livro do PrEsp, com o título “O egresso do sistema prisional: do estigma à inclusão social”, que sistematiza os 10 anos de trabalho do programa.
Perspectivas
De acordo com Daniela Tiffany, o principal objetivo do programa é favorecer o acesso dos egressos aos direitos sociais. Para o próximo ano, há a ideia de desenvolver, junto com a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Mulheres (Cepam), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), o Serviço de Atendimento à Mulher Egressa.
“O programa avançou muito na qualificação metodológica. Hoje temos um reconhecimento em esfera nacional, do próprio Departamento Penitenciário Nacional (Depen)”, avalia a coordenadora do programa.
O programa
O Programa de Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional está presente em 11 Centros de Prevenção à Criminalidade nos municípios de Belo Horizonte, Betim, Contagem, Ribeirão das Neves, Santa Luzia, Governador Valadares, Juiz de Fora, Ipatinga, Montes Claros, Uberaba e Uberlândia. Até novembro deste ano, o Programa realizou 18.988 atendimentos jurídicos, psicológicos e de assistência social, incluindo visitas domiciliares e concessão de cestas básicas. O Programa se empenha para favorecer o acesso dos egressos aos serviços públicos e demais políticas sociais, com ênfase nas ações pertinentes à promoção da empregabilidade.

Polícia Civil apresenta mais um alvo do Procura-se


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procura-se.jpgA Polícia Civil de Minas Gerais, por meio do 1° Departamento de Polícia Civil, apresentou à imprensa, nesta segunda-feira (23), o foragido da Justiça Alexandre Hermínio Rosa (mais conhecido como Alex Calcinha), de 35 anos. Ele é um dos criminosos mais procurados pela polícia, com quatro mandados em aberto por tráfico de drogas, associação ao tráfico e homicídio.
Ele é apontado como um dos chefes do tráfico no Aglomerado do Cafezal, no Bairro Serra.
De acordo com o delegado Samuel Neri, que comandou a equipe empenhada na captura, Alex estava foragido há aproximadamente sete anos, e foi preso em um sítio em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde foram encontradas drogas, arma e munições.
alexandre_hermnio_rosa.jpgCerca de três quilos de maconha foram encontrados enterrados na área externa da residência. Atrás de um interruptor de luz foi encontrado um cofre, onde estava escondida uma pistola 380 e munições. No momento da prisão, Alex negou ser proprietário do material apreendido.
Todo o material foi apreendido pelos policiais. Alex foi encaminhado para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) do Bairro Gameleira, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Ministério da Justiça oferece ao Maranhão vagas em presídios federais


Penitenciária Estadual de Pedrinhas, em São Luís, vive onda de barbárie, com dezenas de mortes por decapitações e estrangulamentos, além relatos de estupros

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PUBLICADO EM 05/01/14 - 17h47
O Ministério Justiça ofereceu neste domingo (5) ao governo do Estado do Maranhão vagas em presídios federais para receber presos da Penitenciária Estadual de Pedrinhas, em São Luís, que passa por uma onda de barbárie generalizada, com dezenas de mortes por decapitações, estrangulamentos. Foram 62 assassinatos do ano passado para cá.

Trata-se de uma tentativa de ajudar o governo estadual a restabelecer a ordem dentro do maior complexo penitenciário do Estado. Caberá à governadora Roseana Sarney (PMDB) decidir se aceitará ou não o auxílio federal.
Caso a oferta seja aceita, Roseana deverá indicar os nomes dos presos que serão transferidos. Depois, a Secretaria Nacional de Segurança Pública fará uma pesquisa para verificar a disponibilidade de vagas e a conveniência para receber esses presos entre os quatro presídios federais, localizados em Mossoró (RN), Campo Grande (MS), Catanduva (PR) e Porto Velho (RO).
Após decidido o destino dos condenados, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), com o apoio da Polícia Federal, se encarregam de fazer as transferências. De acordo com informações do Ministério da Justiça, advogados dos presos não podem se opor à mudança de endereço, sendo esta uma decisão administrativa da governadora.
Se forem para algum dos presídios federais estarão sob regime de segurança máxima: ficarão em celas isoladas, com direito a apenas uma hora de banho de sol por dia.
(Agência Estado)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Bebidas e materiais estavam em celas da Unidade prisional de Coari. Na véspera do Natal, homens também tentaram entrar com cervejas no local.


Bebidas e materiais estavam em celas da Unidade prisional de Coari.
Na véspera do Natal, homens também tentaram entrar com cervejas no local.

Do G1 AM
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Polícia Militar encontrou bebidas alcoólicas no presídio durante revista após receber denúncias anônimas (Foto: Divulgação/Polícia Militar do Amazonas)Polícia Militar encontrou bebidas alcoólicas no presídio durante revista após receber denúncias anônimas (Foto: Divulgação/Polícia Militar do Amazonas)
Após interceptar entrega de cerveja de ceia de Natal para presos da unidade prisional de Coari, a Polícia Militar encontrou bebidas alcoólicas e até aparelho de karaokê, que seriam utilizados por detentos em uma festa de réveillon no presídio. O material foi apreendido em celas na véspera das comemorações, nesta terça-feira (31).
Por volta das 11h de terça, policiais do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) em Coari, município localizado a 363 quilômetros de Manaus, receberam denúncias anônimas de que os detentos estavam consumindo bebidas alcoólicas, usando e comercializando entorpecentes.
A Polícia Militar também foi informada de que internos planejavam fugir do presídio. Para a PM, a possibilidade de fuga existia, já que no dia 29 de dezembro de 2013 dois detentos fugiram do local, sendo que um foi recapturado.
Durante a revista nesta terça, foram encontradas 47 latas de cerveja, um celular, três carregadores de celular, um aparelho de DVD (com função karaokê) e microfone. A PM também apreendeu uma porção de bicarbonato de sódio, que pode ter sido utilizado na preparação de drogas.
Dupla chegou a entrar com cervejas no presídio, mas foi detida (Foto: Divulgação/Polícia Militar)Dupla chegou a entrar com cervejas no presídio, mas
foi detida (Foto: Divulgação/Polícia Militar)
"Ceia natalina"
Na véspera de Natal, na tarde do dia 24, dois homens foram presos por tentarem entrar com um saco com gelo, latas e garrafas de cervejas na penitenciária de Coari. Eles teriam sido pagos pela esposa de um detento, que os contratou para entregar o presente do marido que seria consumido na ceia de Natal na cadeia. A mulher também foi detida.
De acordo com a Polícia Militar, a dupla foi detida dentro da penitenciária. Os dois homens chegaram a entrar com o saco de cervejas, mas foram notados por policiais na unidade prisional. Ao serem abordados, eles afirmaram que haviam sido pagos pela esposa de um detento para entregar a encomenda, que seria para a comemoração de Natal na prisão.
Os dois homens foram encaminhados à Delegacia de Coari para procedimentos legais. A esposa do preso foi identificada e também foi conduzida à delegacia. Eles deverão aguardar decisão judicial na cadeia.

Casa de agente penitenciário fica parcialmente destruída após incêndio em Passos-MG



Fogo atingiu residência e destruiu 70% do imóvel em Passos (MG).


Suspeita é de crime, mas ainda não se sabe qual seria o motivo.

A casa de um agente penitenciário pegou fogo no fim da noite desta terça-feira (31) no bairro Primavera, em Passos (MG). Segundo o Corpo de Bombeiros, vizinhos pediram ajuda quando o fogo começou. Mais de 70% do imóvel ficou destruído.
A suspeita é de que o incêndio tenha sido criminoso, mas ainda não se sabe o motivo. Na hora do incêndio, ninguém estava na casa. A Polícia Civil irá investigar o caso.
Casa de agente penitenciário fica destruída após incêndio em Passos (Foto: Hélde Almeida)