sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Porte de arma de agente penitenciário tem parecer favorável


Projeto foi analisado pela Comissão de Segurança Pública nesta terça-feira (3).

A reunião da Comissão de Segurança Pública foi acompanhada por dezenas de agentes penitenciários que pedem apoio dos parlamentares pela aprovação da matéria
A reunião da Comissão de Segurança Pública foi acompanhada por dezenas de agentes penitenciários que pedem apoio dos parlamentares pela aprovação da matéria - Foto: Marcelo Metzker
O direito ao porte de arma de fogo aos agentes de segurança penitenciários ativos e inativos, no exercício do cargo ou fora dele, nos limites do Estado, recebeu mais um passo pela sua aprovação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Na manhã desta terça-feira (3/9/13), a Comissão de Segurança Pública da ALMG aprovou parecer de 1º turno favorável ao Projeto de Lei (PL) 4.040/13, do governador, que regulamenta o direito dos agentes penitenciários ocupantes de cargo público efetivo previsto na Lei 14.695, de 2003 de portarem arma de fogo. A reunião foi acompanhada por dezenas de agentes que pedem apoio dos parlamentares para a aprovação da matéria.
O relator do projeto, deputado Lafayette de Andrada (PSDB), opinou pela aprovação da matéria em sua forma original e pela rejeição das duas emendas apresentadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O parlamentar explicou que o parecer restaura o texto original, após acordo entre o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária (Sindasp) e o Governo do Estado. Segundo Lafayette, o projeto é necessário para ampliar a segurança pessoal dos agentes e seus familiares.
A proposição fixa as condições para que o direito ao porte de arma possa ser exercido (incisos I a III do artigo 1º) e determina que a autorização para o porte deverá constar na carteira de identidade funcional dos agentes penitenciários. Caso o porte seja proibido ou suspenso, o projeto determina que deverá ser expedida nova carteira funcional, sem aquela autorização.
O texto ainda dispõe que o agente penitenciário responderá administrativa e penalmente por omitir situação ou fraudar documento que possa implicar suspensão ou proibição do porte de arma de fogo. Além disso, estabelece que, em locais onde haja aglomeração de pessoas em virtude de evento de qualquer natureza, o profissional deverá se comportar discretamente ao portar arma de fogo, evitando constrangimentos a terceiros.
A emendas da CCJ, que tiveram parecer pela rejeição na Comissão de Segurança Pública, pretendem vedar a concessão de porte de arma de fogo ao agente penitenciário aposentado e limitar o porte de armamento de uso permitido ao exercício da função, retirando a possibilidade de que os agentes portem arma de fogo em outros locais que não sejam seus respectivos postos de trabalho.
Parlamentares manifestam apoio ao projeto
Parlamentares parabenizaram a iniciativa do governador ao enviar a matéria à Casa
Parlamentares parabenizaram a iniciativa do governador ao enviar a matéria à Casa -Foto: Marcelo Metzker
Os deputados presentes na reunião destacaram a necessidade da aprovação do projeto para aumentar a segurança dos agentes penitenciários, que atualmente não têm permissão para portar arma de fogo fora do serviço. Eles também parabenizaram a iniciativa do governador Antonio Anastasia em enviar a matéria à Casa.
“Estamos fazendo justiça para esses agentes”, afirmou o deputado Leonardo Moreira (PSDB). Para Sargento Rodrigues (PDT), o projeto é importante para dar garantia, na forma da lei, da segurança do agente e de sua família. Ele informou que será relator do projeto na Comissão de Administração Pública e irá seguir o relatório de Lafayette de Andrada.
Sargento Rodrigues ainda fez um relato sobre os avanços obtidos pelos agentes penitenciários, como carreia e piso salarial. O deputado Zé Maia (PSDB) também lembrou os avanços que possibilitaram que os policiais possam cumprir seu papel.
O deputado Cabo Júlio (PMDB) e a deputada Liza Prado (PSB) também apresentaram apoio à aprovação do projeto, para proporcionar mais condições de trabalho aos agentes.
Presente na reunião, o presidente do Sindasp, Adeilton de Souza Rocha, agradeceu todos os envolvidos no processo e salientou que o projeto mostra que o governo está mostrando empenho em construir um sistema de defesa social eficaz.
Requerimento – Foi aprovado requerimento do deputado Cabo Júlio, de audiência pública para discutir os arrastões que estão ocorrendo nos shoppings de Belo Horizonte. Segundo o requerimento, os arrastões são marcados pelas redes sociais e por jovens com o pretexto de passeio, mas na realidade ocorre com o objetivo de praticar ações ilícitas.
Ps.Agora o projeto segue para tramitação na Comissão de Administração Pública! Portanto, Srs.(as) Agentes de Segurança Penitenciários na próxima reunião para tratar do PL 4.040 PRECISAMOS LOTAR A ALMG! 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

NA COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA DA ALMG,O TEXTO ORIGINAL SOBRE O PORTE DE ARMAS FOI RECOLOCADO

NA COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA DA ALMG,O TEXTO ORIGINAL SOBRE O PORTE DE ARMAS FOI RECOLOCADO!!!



INFORMAMOS  A TODOS OS AGENTES PRISIONAIS DE MINAS GERAIS,QUE  HOJE 03/09/2013, A COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA DA ALMG,TENDO COMO RELATOR DO PL 4040/2013 DEPUTADO LAFAYETTE ANDRADA,QUE O TEXTO ORIGINAL ORIUNDO DO GOVERDOR DO ESTADO FOI MANTIDO E FOI APROVADO!!!!
SEGUIRÁ PARA AS DEMAIS COMISSÕES ATÉ A SANÇÃO DO GOVERNADOR!!
FALTAM ALGUMAS COMISSÕES ANALISAREM,VAMOS LOTAR CADA VEZ MAIS,E DEMOCRATICAMNTE REINVICARMOS NOSSOS DIREITOS,  NO QUE TANGE A SEGURANÇA DOS AGENTES  E FAMILIARES.
ESTAMOS JUNTOS NESSA LUTA!!!

Evolução do sistema prisional é tema de palestra no Tribunal de Justiça


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29.08_palestra_secrertario_-_auditorio.jpgO Conselho de Criminologia e Política Criminal da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), em parceria com o Tribunal de Justiça de Minas (TJMG), realiza nos dias 29 e 31 de agosto o IV Seminário de Política Criminal e Execução Penal. A abertura ocorreu no dia 28 com a palestra A Evolução do Sistema Prisional em Minas Gerais, proferida pelo secretário de Estado e Defesa Social, Rômulo de Carvalho Ferraz. O evento é destinado aos profissionais da área jurídica, visando discutir as questões relativas ao Direito Penitenciário, cujo tema é Justiça Restaurativa: Contra Ordenações – Um novo olhar sobre as Infrações de Menor Potencial Ofensivo. 
Na palestra o secretário falou da atuação pioneira da Penitenciária José Maria Alkimin, situada em Ribeirão das Neves, que foi inaugurada em 1938, como uma unidade prisional agrícola, pelo presidente Getúlio Vargas. Ela foi a primeira penitenciária de Minas Gerais voltada para o trabalho de presos e funciona até hoje. O perfil dos presos mudou e atualmente dos 700 presos que trabalham dentro e fora da unidade, somente 20% estão na área agrícola e manutenção e os 80% restantes dedicam-se a atividades industriais e de serviços.
O secretário destacou a assunção pela Seds das cadeias administradas pela Polícia Civil e tratou29.08_palestra_secretario_-_secretario.jpg dos mais diversos temas como a criação dos centros de remanejamento do sistema prisional, a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs), a ampliação de vagas, os investimentos para a ressocialização dos presos e a inauguração da primeira unidade prisional em parceria público privada. Ao final da palestra Rômulo Ferraz fez um alerta para a necessidade de uma reflexão de âmbito nacional: “o país precisa discutir o que leva o aumento da população carcerária e repensar o ato de recolher e condenar. É preciso refletir sobre a inclusão social e a diminuição da linha da pobreza”.
Conteúdo
O seminário promove o debate das questões pertinentes ao Direito Penitenciário, para agregar conhecimentos e contribuir para a difusão de iniciativas e boas práticas voltadas para a política criminal e execução penal.  Serão debatidos temas como “o Voto do Preso”, “Internação Involuntária e Compulsória” e “Assistência à Saúde Física e Mental do Preso”, além da divulgação de experiências exitosas como o monitoramento eletrônico e as Associações de Proteção e Amparo aos Condenados (Apacs).
De acordo com o diretor executivo do Conselho, Celso de Magalhães Pinto, além dos temas mais recorrentes, o encontro será também uma preparação para o V seminário que acontecerá em 2014 e terá o tema relacionado à Lei de Execução penal.  “A participação da comunidade nas discussões é muito importante para o andamento da política criminal”, disse. 
Conselho de Criminologia
29.08_palestra_secretario_-_mesa.jpgO Conselho de Criminologia e Política Criminal existe desde 1972 e tem por finalidade oferecer subsídios necessários à formulação e à implantação da política penitenciária do Estado, observadas as diretrizes da política penitenciária nacional. O órgão é integrado por 13 membros designados pelo Secretário de Estado de Defesa Social e escolhidos entre professores e profissionais das áreas de Direito Penal, Processual Penal e Penitenciário, de Criminologia e de Ciências Sociais, bem como entre representantes de organismos da área social.
As reuniões acontecem duas vezes por semana, ocorrendo, excepcionalmente, reuniões extraordinárias. Os temas relevantes para a sociedade, especificamente relacionados à política criminal, são levados ao Conselho em forma de requerimentos, solicitações, denúncias, ou até mesmo de ofício, pelos próprios conselheiros.

SERÁ APRECIADO NOSSO PROJETO DE LEI QUE TRATA DO PORTE DE ARMAS

WikiLeaks divulga documento comprovando que a Globo fica com 90% do dinheiro do Criança Esperança


Fabiano Portilho
Um suposto documento publicado pelo site WikiLeaks, famoso por divulgar materiais e informações confidenciais de governos e empresas, registra uma investigação sobre o recebimento de verbas da campanha Criança Esperança da Rede Globo pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).http://www.portali9.com.br/noticias/denuncia/documento-comprova-que-a-globo-fica-com-90-do-dinheiro-do-crianca-esperanca

Porte de arma para Agente Penitenciário e criação de polícia penal causam divergência em debate no Senado Federal.

Porte de arma para Agente Penitenciário e criação de polícia penal causam divergência em debate no Senado Federal.



02/09/2013 - 17h40 Comissões - Direitos Humanos - Atualizado em 02/09/2013 - 18h32
O debate sobre o sistema prisional realizado nesta segunda-feira (2) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) foi marcado por divergências em relação a dois temas: o porte de arma para agentes penitenciários fora de serviço e a criação das polícias penitenciárias. Representantes dos agentes defenderam as duas medidas, previstas em propostas em tramitação no Congresso, enquanto a Pastoral Carcerária se manifestou contra.
As duas partes concordaram, porém, nas críticas às propostas de privatização de penitenciárias.
O porte de arma fora de serviço já foi aprovado pelo Congresso (PLC 87/2011), mas acabou vetado pela presidente Dilma Rousseff. Como protesto, há cerca de dois meses agentes mantêm acampamento diante do Congresso. No início de julho, eles se reuniram com o presidente do Senado, Renan Calheiros, para pedir a derrubada do veto.
Na justificativa do veto, o governo afirma que tanto o Ministério da Justiça quanto a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República opinaram contra o porte, argumentando que "a ampliação do porte de arma fora de serviço (...) implica maior quantidade de armas de fogo em circulação, na contramão da política nacional de combate à violência e em afronta ao Estatuto do Desarmamento".
– Nós defendemos o porte de arma até por uma questão de sobrevivência – declarou Vilobaldo de Carvalho, da Federação Sindical Nacional dos Servidores Penitenciários.
Assim como outros agentes, Vilobaldo lembrou que vários profissionais dessa categoria foram assassinados fora de seu ambiente de trabalho, "vítimas principalmente do crime organizado". Ele também citou casos de agentes atacados em suas próprias casas, mas que puderam se defender por estarem armados.
– Muitos agentes morrem porque estão desarmados – disse.
Além da derrubada do veto, na semana passada surgiu outra possibilidade para os que defendem o porte de armas fora do expediente: o senador Gim (PTB-DF) incluiu na Medida Provisória 615/2013 uma emenda que permite o porte fora do trabalho.
Por outro lado, a vice-coordenadora da Pastoral Carcerária, Petra Pfaller, declarou que "a arma não é a solução para a violência". Ela reconhece que muitos agentes foram assassinados, mas observa que é preciso conhecer as circunstâncias em que tais mortes ocorreram.
– Será que a arma teria evitado isso? – questionou ela, acrescentando que seu receio é que "a violência gere mais violência".
Durante a campanha que fez a favor do veto, a Pastoral Carcerária argumentava que, "ao contrário de policiais, cuja atribuição é prevenir a criminalidade no seio da sociedade em geral, agentes penitenciários são civis, encarregados de custodiar condenados, promover a disciplina e evitar fugas, o que se faz não pelo uso de armas, mas pelo exercício da boa administração prisional".
Polícia penal
Outro ponto discutido durante o debate no Senado foi a proposta de emenda à Constituição que cria as polícias penitenciárias (PEC 308/2004). Ao defender a PEC, Amauri Meireles, coronel da reserva da Polícia Militar de Minas Gerais, argumentou que a medida garantiria maior profissionalismo no sistema prisional.
Segundo Amauri, a polícia penal seria dividida em dois ramos: um responsável pela custódia dos presos e outro formado por um corpo técnico responsável pela ressocialização dos presos.
– Com isso, teremos profissionalização das atividades e modernização tecnológica. É o que falta – afirmou.
Mas a vice-coordenadora da Pastoral Carcerária discordou de Amauri Meireles. Para Petra Pfaller, a polícia tem uma tarefa que se exerce "fora dos muros dos presídios", preventiva e investigativa, enquanto os responsáveis pela custódia de quem infringiu a lei são os agentes penitenciários civis, que precisam ter boa formação, plano de carreira e salário.
– Cabe aos agente penitenciários civis promover a disciplina e evitar fugas. E isso não se faz com o uso da força, mas sim pelo exercício de uma boa administração penitenciária. Não queremos a militarização dos presídios. Não concordamos com a polícia penal – frisou.
Privatização
Ao comentar a hipótese da privatização de prisões, Petra Pfaller sustentou que essa medida seria inconstitucional, pois a administração do sistema penitenciário cabe ao Estado e é indelegável. Segundo ela, a privatização traria uma lógica comercial ao sistema prisional, "na qual se ganha um lucro enorme em cima dos presos".
– Já visitei prisões privatizadas. São aparentemente limpas e bonitas, mas a dignidade do ser humano é descartada – afirmou.
Também criticaram a privatização Jarbas Santos de Souza e Vilobaldo de Carvalho, ambos da Federação Sindical Nacional dos Servidores Penitenciários. Assim como a vice-coordenadora da Pastoral Carcerária, Vilobaldo reiterou que essa é uma função indelegável do Estado. Jarbas de Souza, por sua vez, disse que a busca do lucro pode trazer várias distorções.
Já o coronel Amauri Meireles fez uma analogia entre o sistema prisional e a aviação.
– Alguém já viajou de avião com piloto terceirizado? – perguntou Amauri.
O debate foi conduzido pelo senador Paulo Paim (PT-RS).
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Enfrentamento à criminalidade em 14 municípios é discutido em encontro


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igesp_focal_011_mini.jpgA cúpula da Defesa Social se reuniu nesta segunda-feira (02.09) para avaliar e discutir as ações de enfrentamento à criminalidade em 14 municípios considerados prioritários pelo Estado. Promotores, juízes, chefes de departamento da Polícia Civil e comandantes de Regiões Integradas de Segurança Pública também participaram do encontro. 
Na ocasião, o secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, ressaltou a ampliação dos sistemas prisional e socioeducativo, prevista para os próximos dois anos. “Até 2014, serão iniciadas as construções de 11 unidades prisionais e a duplicação de outras sete em várias regiões de Minas”, esclareceu. 
igesp_focal_030_mini.jpgO sistema socioeducativo receberá cinco centros até o final do ano que vem. Ainda segundo o secretário, as cidades contempladas serão Janaúba, no norte do Estado, Passos, no sul, Ipatinga, no leste, Tupaciguara, no Triângulo Mineiro, e Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com a construção dessas unidades, cerca de 250 vagas serão criadas, além das mais de 1.200 já existentes.
Durante o encontro, também foi anunciada a assunção de mais 14 cadeias públicas até o final deste ano. Assim, os policiais civis e militares atualmente lotados nesses estabelecimentos poderão voltar às suas funções constitucionalmente previstas, que são, entre outras, os trabalhos investigativo e de prevenção. “O delegado poderá focar totalmente na sua principal tarefa, que é gerir, em âmbito local, todas as atividades da Polícia Civil”, exemplificou a chefe adjunta da instituição, Maria de Lurdes Camille. 
Integração fortalecida
Os resultados positivos das Operações Impacto e Divisas Seguras, realizadas de forma integrada desde o início de 2013 em diversas regiões de Minas, também foram lembrados pela secretária Adjunta de Estado de Defesa Social, Cássia Gontijo. “Essas ações só vêm a agregar na prevenção e na repressão à criminalidade não só nos 14 municípios prioritários como em vários outros”, destacou. Segundo o comandante geral da Polícia Militar, coronel Martins Sant’Ana, tais iniciativas refletem diretamente na sociedade, provocando uma onda de segurança entre os cidadãos. “Além disso, a integração das instituições relacionadas à segurança pública fica extremamente fortalecida”, completou. 
Crédito fotos: Mayara Gouvea/Ascom Seds