domingo, 2 de dezembro de 2012

Aprovado porte de arma para agente penitenciário fora de serviço


BLOG DO ESTEVES - A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou em decisão terminativa, nesta quarta-feira (28), projeto de lei da Câmara (PLC 87/2011) que altera o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003) para autorizar agentes e guardas prisionais, integrantes das escoltas de presos e equipes de guardas portuários a portar arma de fogo, de propriedade particular ou fornecida pela corporação, mesmo fora de serviço.

Atualmente, essa permissão alcança categorias como integrantes das Forças Armadas, agentes vinculados à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e à Presidência da República e policiais federais. No entanto, o Estatuto do Desarmamento deixou de fora os quadros que atuam nas guardas penitenciárias e portuárias.

Para o relator, senador Gim Argello (PTB-DF), “esses servidores, pela característica de suas atividades, vivem em situação de perigo constante e iminente”, e por isso é necessário que possam portar arma a qualquer tempo e em qualquer ponto do território nacional, como prevê o projeto aprovado pela CCJ.

A proposta tramita em conjunto com projeto de lei (PLS 329/2011) do senador Humberto Costa (PT-PE), que restringia a medida apenas aos agentes penitenciários federais. O relator rejeitou a proposta de Humberto Costa, uma vez que esses agentes federais já estão contemplados no projeto da Câmara.

Apesar de se declarar defensor do Estatuto do Desarmamento, Humberto Costa considerou necessária a medida pelo risco sofrido por essas categorias fora do ambiente de trabalho. O parlamentar não acredita que essa permissão vá favorecer o envolvimento irregular desses profissionais em atividades de segurança privada, mas, caso isso ocorra, avalia que essa eventual transgressão poderia ser punida por uma fiscalização e legislação mais rigorosa.

Se não houver recurso para votação no Plenário, a matéria seguirá direto para sanção presidencial, já que o Senado não modificou o texto aprovado pela Câmara. Durante a votação na CCJ, a senadora Ana Rita se absteve de votar, e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) votou contra.

Agência Senado

Estado de SP pode chegar a 200 mil presos em 4 meses

AFONSO BENITES


DE SÃO PAULO
Se mantido o ritmo de crescimento da população carcerária como tem se demonstrado neste ano, em quatro meses o Estado de São Paulo deve atingir a marca de 200 mil presos e a taxa de 475 detentos por 100 mil habitantes.
Essa massa carcerária equivale à população de Itapevi, município na região metropolitana de São Paulo.
Diariamente há um aumento de 82 novos presos no sistema carcerário do Estado.
"Com essa taxa, São Paulo vai superar quase todos os países da América", ponderou o assessor jurídico da Pastoral Carcerária, José de Jesus Filho. Hoje, o país que tem a maior taxa de encarceramento são os Estados Unidos, com 790 presos por 100 mil habitantes. No ano passado, o Brasil atingiu o índice de 269.
O Estado de São Paulo tem atualmente 189 mil detentos. Equivale a 40% de toda a população carcerária do país.
Para a diretora da ONG Instituto Sou da Paz, Melina Risso, esse aumento mostra que os sistemas judiciário e carcerário estão falidos.
"Há um contrassenso nessa discussão. Há uma cultura de que quem cometeu crimes, seja ele qual for, deve ser preso. É uma espécie de vingança. Mas a mesma pessoa que defende as prisões diz que as penitenciárias são escolas do crime", afirmou.
No mês passado, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que preferia morrer a ficar anos em uma penitenciária no Brasil.
Moacyr Lopes Junior/Folhapress
Presos na penitenciária Adriano Marrey, em Guarulhos, na Grande SP
Presos na penitenciária Adriano Marrey, em Guarulhos, na Grande SP
ALTERNATIVAS
O aumento das penas alternativas e a implantação de programas de reinserção sociais são saídas para reduzir a população carcerária.
"A reincidência ainda é grande. Todos os dias recebemos pessoas que dizem que vão voltar para o crime porque não tiveram oportunidades, não têm instrução e não aprenderam nada nas prisões", diz Jesus Filho.
Com a superlotação, nem a construção de novos presídios tem sido suficiente. De 2010 para cá, o governo inaugurou oito penitenciárias --destas, sete já estão com mais detentos do que comportam.
Dados da Secretaria de Administração Penitenciária mostram que São Paulo tem hoje 189 mil detentos para 101 mil vagas em 152 unidades.
Em algumas penitenciárias, como no CDP de Santo André, há quase 3,5 presos por vaga. Em outras, como na penitenciária 2 de Presidente Bernardes, o cenário é melhor: são quatro vagas por presos.

Como medidas para melhorar esse cenário, a secretaria está construindo 16 presídios e expandindo as centrais de penas alternativas.

Polícia luta contra o tempo para salvar PMs em SP

Agência Estado



Um grupo de policiais trabalha contra o relógio. São os homens da inteligência da polícia. Eles têm de prender um bando de assaltantes do Primeiro do Comando da Capital (PCC) de qualquer jeito. Essa é a única forma de impedir que mais dois policiais militares sejam assassinados na Grande São Paulo. A ordem para matá-los foi dada pela cúpula da facção criminosa há uma semana. O prazo para ela ser cumprida acaba em 23 dias.

"É pra matar dois (PMs) do 15.º Batalhão". A guerra não declarada entre PCC e policiais militares criou essa situação dramática, a dos policiais que acompanham em tempo real as interceptações telefônicas dos diálogos de integrantes do crime organizado. "Começa a cair as conversas deles (dos bandidos) preparando o ataque. Olha, você não tem ideia da aflição que é ouvir eles se preparando para matar um PM. E o tamanho do esforço que a gente faz para impedir", disse um delegado de um dos setores de inteligência da polícia.

A primeira coisa que esses homens tentam fazer é identificar e avisar o policial marcado para morrer. É esse drama que está em andamento em São Paulo. Na segunda-feira, uma mensagem vinda de Presidente Venceslau - cidade onde está presa a cúpula da facção - foi interceptada pela inteligência policial. O delegado-geral, Luiz Maurício Blazek, informou ao secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, que o plano era matar dois PMs do 15.º Batalhão - servia qualquer um da unidade. A ação era uma vingança em razão da morte de dois de seus integrantes em uma das mais violentas perseguições do ano.

Trata-se do assalto a uma agência do Banco do Brasil na zona norte de São Paulo. O crime ocorreu em outubro. O bando com cerca de dez bandidos disparou tiros de fuzil em direção a um carro da PM, acertando 15 deles em uma viatura do 9.º Batalhão. Seguida por outros carros do 9.º e do 15.º Batalhões, parte do grupo foi interceptada por PMs - eles atiraram em um ônibus na tentativa de provocar ferimentos em passageiros, criar confusão e garantir a fuga.

Dois deles foram mortos e três fuzis, apreendidos. Eles tinham mais de 400 cartuchos, coletes à prova de bala e uma dúzia de carregadores. Grella e Blazeck repassaram a informação ao comandante-geral da PM, coronel Benedito Roberto Meira, que teve de tomar uma decisão difícil: avisar a tropa ameaçada pelo PCC. Enquanto isso, continua correndo o prazo de 30 dias - sete já se foram - para que os PMs sejam mortos. E o desafio dos homens da inteligência fica a cada instante mais agudo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Minas ignora bloqueador e abre caminho para celular na prisão


Ernesto Braga - Do Hoje em Dia


Amadeu Barbosa
Penitenciária Nelson Hungria
O complexo Nelson Hungria tem um pavilhão reservado para presos ligados ao PCC

O governo de Minas está com a faca e o queijo nas mãos para criar uma barreira contra retaliações do crime organizado e jogar uma pá de cal na corrupção entre os servidores do sistema prisional.

Bloqueadores de telefones celulares testados na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foram aprovados pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) em janeiro de 2010.

Mas, passados quase três anos, o equipamento eletrônico ainda não foi instalado no maior presídio de Minas, onde um pavilhão é reservado a presos ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo.

O custo da operação do sistema de bloqueio é estimado em R$ 170 mil por mês, valor considerado baixo por especialistas em segurança pública.

Atestado

O teste-piloto com os bloqueadores foi feito em todos os pavilhões e anexos do complexo penitenciário de 24 de novembro de 2009 a 4 de janeiro de 2010.

Declaração da Seds atestando a eficácia do equipamento foi repassada ao Hoje em Dia por uma fonte da área de tecnologias em segurança, que pediu anonimato.

No atestado de capacitação técnica, o então diretor-geral da Nelson Hungria, Cosme Dorivaldo Ribeiro dos Santos, afirma que, como “proposto em contrato”, o sistema de bloqueio estava “funcionando conforme as expectativas, sem interferir na parte externa do presídio”.

A pedido da diretoria, o sinal de celular só não foi bloqueado na área administrativa da penitenciária.

Anticorrupção

No atestado, o ex-diretor da Nelson Hungria ressalta que o bloqueio coibiria a corrupção de funcionários do sistema prisional, que facilitam a entrada de celulares nas celas. “(...) consequentemente, contribuirá para a diminuição das ações criminosas comandadas por presos”, destaca o texto.

Acordo

A reportagem procurou a Polsec Indústria e Comércio de Equipamentos de Segurança Ltda, responsável pelo teste-piloto na Nelson Hungria. O especialista em tecnologias para segurança pública Hudson Lima, representante da empresa, confirmou que os bloqueadores foram testados após acordo de cooperação técnica assinado entre a empresa e a Seds.

Segundo ele, a Polsec investiu R$ 700 mil na instalação de equipamentos, sem ônus para o Estado. “Após os testes, deixamos os bloqueadores funcionando por 30 dias, sem nenhum custo. Tudo funcionou 100%”. O especialista preferiu não fazer comentários sobre a declaração emitida pela Seds.


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sábado, 1 de dezembro de 2012

Doze são responsabilizados por rebelião que acabou com jovem esquartejado


Local passará por perícia neste sábado (1º)
Publicado em 1/12/2012 às 09h30: atualizado em: 1/12/2012 às 09h31
Agência Estado
AlexandreGondim/JCImagem/EstadãoConteúdoDoze dos 243 jovens da Funase são responsabilizados pela rebelião
Doze adolescentes foram responsabilizados pelo início da rebelião na unidade da Funase (Fundação de Atendimento Socioeducativo), no bairro de Caetés II, em Abreu e Lima, na região metropolitana do Recife(PE), na noite desta sexta-feira (30).
Segundo a assessoria de imprensa da Fundação, os jovens envolvidos têm entre 15 e 17 anos. No total, 243 jovens são atendidos.
Durante o motim, um adolescente foi decapitado e teve o corpo esquartejado. De acordo com a fundação, a rebelião começou por volta das 19h quando um grupo de internos do pavilhão 5 quebrou os cadeados e conseguiu abrir os portões do local.
Na sequência, os adolescentes atearam fogo em alguns cômodos do Case (Centro de Atendimento Socioeducativo). Não foi informado o motivo do motim.
Policiais militares foram acionados para controlar a rebelião.
Após o incidente, os restos mortais do jovem assassinado foram levados para o Instituto Médico Legal (IML).
Violência
Durante este ano outros casos de violência foram registrados na Funase. No dia 16 de novembro, um interno morreu depois de um tumulto na Funase do Cabo de Santo Agostinho.
Ainda este ano, no mês de janeiro, na mesma unidade, foram registradas três mortes.
Em maio, um adolescente foi assassinado a pauladas e um agente teve traumatismo craniano. Em setembro, no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Abreu e Lima, um adolescente de 16 anos teve o corpo queimado.
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Homem é assassinado dentro de viatura da polícia na Paraíba


Vídeo mostra jovem ensanguentado no carro
Publicado em 1/12/2012 às 12h37: atualizado em: 1/12/2012 às 12h44
Do R7, com Fala Brasil
Um jovem de 27 anos foi assassinado dentro de uma viatura da policia, em Caldas Brandão, cidade a 60 km de João Pessoa (PB). Em um vídeo amador, o jovem aparece ensanguentado no porta-malas do carro da polícia momentos após ser preso suspeito de desacato.
Nesta sexta-feira (30), o Ministério Público pediu o afastamento dos seis policiais militares que participaram da ocorrência.
De acordo com os agentes, o homem havia atirado primeiro e os agentes apenas reagiram.
O vídeo caseiro mostra o jovem ser levado para a viatura e logo depois acontecem os disparos. O crime aconteceu no último domingo (25), mas se tornou público apenas depois da exibição das imagens gravadas.
Assista ao vídeo:


Decisão ocorreu após CNJ divulgar fotos que mostram as regalias na cela. PMs presos não poderão ser levados para o BEP, diz Tribunal de Justiça.




G1 RIO - O Tribunal de Justiça do Rio decidiu interditar, nesta sexta-feira (30), o Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar do Rio de Janeiro (BEP). A decisão foi tomada após inspeção realizada por oficiais de justiça da Vara de Execuções Penais (VEP) nas dependências da unidade prisional.
Nesta sexta, foram divulgadas fotos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que mostram as regalias de presos na unidade, situada em Benfica, na Zona Norte do Rio.
Os oficiais relataram ter encontrado nas dependências do BEP diversos indícios de privilégios para os policiais presos. Dentre as irregularidades, estão celas com divisórias de madeiras e eletrodomésticos, como microondas e televisores.